Depoimentos

02/04/2008 - 11:06:00

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Depoimento da irmã de Marcos Aurélio Memarbini Pereira


ELE TIROU DE MIM MINHA JÓIA PRECIOSA...


Peço licença a vocês para entrar em suas telas e relatar um pouco de minha angústia, saudade e revolta, pela morte de meu querido irmão Marcos Aurélio Memarbini Pereira, que só tinha 24 anos, uma cabeça cheia de sonhos e uma saúde invejável. Até que na madrugada do dia 13 de agosto de 2005, um índividuo embreagado e aparentemente "tirando racha", colidiu na traseira da motocicleta que estava meu irmão e seu amigo, tirando a vida dos dois, levando embora toda a alegria da minha família e também a saúde da minha mãe. Depois que meu irmão partiu, ela já sofreu dois infartos. Eu só queria saber como uma pessoa que eu nen conhecia, conseguiu fazer um estrago tão grande em minha vida. Fico abismada com a lentidão da Justiça neste país, já se completaram mais de três anos que isto aconteceu e nada foi feito. Hoje, tiro forças de Deus e meus amigos para continuar a lutar por justiça. Peço ajuda às autoridades cabíveis.




De sua irmã desesperada...       

Sandra Mayra,


Obrigada!








Motorista pega 14 anos de cadeia

   Maurício Henrique Munhoz Cardoso, 29 anos, foi condenado, ontem, pelo Tribunal do Júri de Rio Preto a 14 anos de prisão, em regime fechado, pela morte do segurança José Augusto de Souza Neto, 25 anos, e do mototaxista Marcos Aurélio Menarbini, 24 anos, na madrugada do dia 13 de agosto de 2005, quando praticava racha na avenida Philadelpho Gouveia Neto.

   Além disso, ele terá de pagar R$ 25 mil para cada família e ficará inabilitado para dirigir até a extinção da pena. A sentença foi lida por volta das 23h30 de ontem. O julgamento durou 10 horas. Como ele aguardou o julgamento solto, poderá recorrer em liberdade.

   Os jurados acataram a tese do Ministério Público de que o réu assumiu o risco de matar (definido no Direito como dolo eventual). A pena foi aumentada em razão do agravante de que ele teria agido mediante surpresa, atingindo o veículo por trás ao praticar racha, conforme sustentou o promotor José Heitor dos Santos, que atuou na acusação. O promotor apresentou ao Conselho de Sentença decisões de instâncias superiores, confirmando que existe o dolo eventual quanto ocorre a prática do chamado “racha”.

   A defesa foi feita pelo advogado Odnei Bianchin, ex-presidente da OAB de Rio Preto, que sustentou a tese de duplo homicídio culposo na direção de veículo automotor (quando não há intenção de matar). O Conselho de Sentença foi composto por quatro homens (um na faixa de 60 anos, dois na de 50 e um na de 30 anos) e três mulheres (duas em torno do 50 e uma com cerca de 30 anos). Segundo o Ministério Público, no momento do acidente o réu dirigia uma Saveiro com excesso de velocidade.

   A perícia apontou que o veículo estava a pelo menos 140 km/h no momento do acidente. A máxima permitida na via é 60 km/h. Ele atingiu as duas vítimas, que transitavam de moto, no cruzamenro da avenida com a rua Primeiro Mestre.

Fonte da notícia: Jornal Diário da Região


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Manifestação Pública da Família e dos Amigos de Ticiane



São José do Rio Preto/SP
Sexta-feira 27 de janeiro de 2006
 
Como todo jovem, na sexta-feira é dia de sair para dar uma volta e encontrar-se com os amigos em barzinhos, lanchonetes, locais de ponto de encontro (postos de gasolina e avenidas).
Onde sempre tem um engraçadinho que quer aparecer mais que os outros, então fica procurando confusão e alguém para praticar uma brincadeira inconseqüente que tira a vida de outras pessoas inocentes ou a sua própria vida. Não se dando conta que poderá ele próprio ser a vítima e também deixar a sua família desamparada.
Bom, essa brincadeira tem o nome de RACHA. Na qual nas primeiras horas da madrugada do dia 28 de janeiro de 2006, foi tirada a vida de uma pessoa inocente, que era uma filha amada, irmãzinha querida, tia e mãe dedicada.
Ticiane deixou órfã uma filha de apenas três meses de idade que ainda se alimentava com leite materno, precisando se adaptar bruscamente, deixando uma família desolada, uma mãe que jamais se recuperará da dor da perca da filha tão jovem e com tantos sonhos.
Contamos tudo isso para pedir que todos se conscientizem que TIRAR RACHA não leva a nada, a não ser um vazio no peito, uma saudade enorme e uma família destruída. Por isso, pense muito antes de PRATICAR UM RACHA.
A família de Ticiane (Tici) agradece.








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Depoimento da esposa de Rodrigo Fernandes Pereira



 



Gritos de uma alma dilacerada
Hoje está fazendo um mês que perdi Rodrigo meu marido, ele morreu vítima de um acidente de trânsito na SP 310 – Rod. Washignton Luis, cujo motorista tem 21 anos e estava alcoolizado. Não consigo ver a luz do sol;
De repente a noite se fez ainda mais escura, as palavras se calaram e no silencio do meu quarto os gritos do meu coração conseguiram estremecer toda a casa.
Em questão de instantes tudo se fez diferente, os planos, os sonhos, a esperança, a alegria, tudo exatamente tudo foi destruído dentro de mim. O sentido da vida se tornou invalido, as estrelas se apagaram, o sorriso se transformou em lágrimas. Apenas uma dor imensa toma conta do meu peito;
Procuro respostas às 04:00 da manhã, tento até encontrar perdida pelas ruas, porém é inútil, ele se foi e a única coisa que encontro é solidão. Neste exato momento volto em mim e me deparo com 2 anjos que me abraçam e me chamam de mamãe.
-Oh Deus o que dizer? E agora? Onde tirar forças se não as tenho?
As lágrimas inundaram aquele quarto, quando enfim consegui contar a eles que o papai já não estava mais conosco.

           Meu Deus, como conte-los se nem sei bem ao certo quem eu sou mais, se tudo o que eu tinha e queria estava sendo tirado de mim.



Adriana Mazani Pagani, esposa de Rodrigo Fernandes Pereira e mãe de Rodrigo e Ryan.




 




















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